Pai

(Dionísio Brito)

Quanto tempo já passou...

Mesmo assim sua lembrança ainda me cerca. Lembro de cada momento que vivemos, cada lágrima, cada sorriso. Lembro de quando você me carregava no colo, me jogava para o alto e sorriamos juntos.

E eu via em você o melhor pai do mundo, meu grande herói, e pensava que tudo aquilo seria para sempre.
Lembro de como você ficava bravo quando eu queria assistir desenho animado na hora do jornal ou do futebol.

E quando a gente viajava... Lembra?
Você carregava pesadas malas e ainda me levava nos ombros de "cavalinho". Eu ali no alto vendo tudo de cima, com olhos curiosos, fazendo perguntas para as quais você sempre teve respostas.
Até que eu cresci... e da pior maneira percebi que você mentiu para mim quando disse que estaria sempre ao meu lado.

Você partiu e eu nem tive chance de me despedir. Mas saiba que não guardo rancor, pois aprendi que nada é para sempre, e o que vale são os momentos, que serão para sempre lembrados.

Pai, tenha certeza, seu filho sempre se lembrará do grande homem que você foi, e é por isso que escrevi esta carta hoje, neste dia mais que especial, em que a saudade fala mais alto, para te desejar onde quer que esteja, um feliz e abençoado dia dos pais!

Te amo! Até outro dia quem sabe...


♪ Simple Plan - Perfect

domingo, 11 de agosto de 2013
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Fragmentos

(Dionísio Brito)
 
Ele caminhava sem rumo... Até que em dado momento parou. Já não tinha mais forças. Sentou e esperou. Se não andaria, correria, pularia, desvendaria o novo. Veria o que deixou de ver, seria o que deixou de ser. Entenderia que é importante saber... O engraçado é que ele tanto fez, tanto foi, e no fim nada era. De que adiantou? Para que serviram as lágrimas que correram dos seus olhos, ou a dor martelando em seu peito? Qual o intuito de sorrir, gargalhar, cantar alegrias? Era tudo em vão e ele não sabia.

O curioso, é que o mundo dá voltas, mas será que estamos em sintonia com o ele? Sabemos nós vivermos em nosso tempo? Ele, naquele instante, acreditava que não. Fiquei esperando uma explicação que não veio e então formulei minha própria, uma vez que concordo com ele. Não sabemos viver porque somos ingênuos. Inteligentes sim, mas ingênuos. Desconhecemos a arte do perdão, não nos permitimos sentir o amor absoluto, não nos contentamos com o que temos e reclamamos sem necessidade. Não conseguimos entender as atitudes do próximo, principalmente quando a atitude deles refletem em nós. Isso porque vivemos em nosso "Fantástico mundo do eu", onde o mundo gira ao nosso próprio redor e nos consideramos mais importantes que qualquer pessoa.

Sem querer aprendi que não tenho vivido. E que um dia já vivi, assim como você também já viveu um dia. Lembra? Naquela época éramos anjos, sorriamos com facilidade, perdoávamos sem rancor, amávamos sem querer nada em troca. Pena que não posso voltar atrás. O que eu perdi está perdido, ou não, saberei mais adiante. O que posso é recomeçar, e aprender viver novamente. Só não posso é continuar como ele, que andava sem rumo, e quando compreendeu o sentido da vida parou. Mas não tinha mais forças para um recomeço. E da sua essência sobraram apenas fragmentos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
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Não preciso

(Dionísio Brito)

Não serei carente de você
Tampouco compartilhrei minha dor
Não quero mais fingir entender
Embora ainda exista amor

Não vou mais andar descalço
Pois não sei onde piso
Tento andar passo a passo
Porém nunca fui bom nisso

Não quero viver um amor mentiroso
Preciso sentir o vento soprar
Esquecerei seu jeito dengoso
Não preciso...
Mas vou me afastar
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
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