quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fragmentos

(Diego Marques)


Sem rumo ele andava, andava, andava... Andava porque parou. Já não tinha mais forças. Sentou e esperou. Se não andaria, correria, pularia, desvendaria o novo. Veria o que deixou de ver, seria o que deixou de ser. Entenderia que é importante saber... O engraçado é que ele tanto fez, tanto foi, e no fim nada era. De que adiantou? Para que serviram as lágrimas que correram dos seus olhos, ou a dor martelando em seu peito? Qual o intuito de sorrir, gargalhar, cantar alegrias? Era tudo em vão e ele não sabia.

Curioso, dizem que o mundo dá voltas, mas será que estamos em sintonia com o mundo? Sabemos nós vivermos em nosso tempo? Ele disse que não. Fiquei esperando uma explicação que não veio e então formulei minha própria, uma vez que concordo com ele. Não sabemos viver porque somos ingênuos. Inteligentes sim, mas ingênuos. Desconhecemos a arte do perdão, não nos permitimos sentir o amor absoluto, não nos contentamos com o que temos e reclamamos sem necessidade. Não conseguimos entender as atitudes do próximo, principalmente quando a atitude deles refletem em nós. Isso porque vivemos em nosso "Fantástico mundo do eu", onde o mundo gira ao nosso próprio redor e nos consideramos mais importantes que qualquer pessoa.

Sem querer aprendi que não tenho vivido. E que um dia já vivi, assim como você também já viveu um dia. Lembra? Naquela época eramos anjos, sorriamos com facilidade, perdoavamos sem rancor, amávamos sem querer nada em troca. Pena que não posso voltar atrás. O que eu perdi está perdido, ou não, saberei mais adiante. O que posso é recomeçar, e aprender viver novamente. Só não posso é continuar como ele, que andava sem rumo, e quando compreendeu o sentido da vida parou. Mas não tinha mais forças para um recomeço. E da sua essência sobraram apenas fragmentos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Não preciso

(Diego Marques)

Não serei carente de você
Tampouco compartilhrei minha dor
Não quero mais fingir entender
Embora ainda exista amor

Não vou mais andar descalço
Pois não sei onde piso
Tento andar passo a passo
Porém nunca fui bom nisso

Não quero viver um amor mentiroso
Preciso sentir o vento soprar
Esquecerei seu jeito dengoso
Não preciso...
Mas vou me afastar